A segunda casa de muitos brasileiros

Aposto que assim como eu, você também conhece muita gente que acha um absurdo o Brasil ser conhecido como o país do futebol, do Carnaval, e das mulheres bonitas. Mas confesso que acho fantástico que as pessoas pensem nessas três coisas boas quando lembram de nós, pelo menos não é miséria, corrupção e violência, não é? Mas é claro que além das pessoas lembrarem de futebol, Carnaval e mulheres bonitas eu gostaria que elas também pensassem em coisas menos zoeiras vez ou outra.

Mas se tem uma coisa que nós que gostamos de futebol, e até as pessoas que só observam, não podem negar é que o futebol é a cara do Brasil, sim senhor! Porque ele é mais do quê um esporte, é algo que ninguém saberia explicar. Algo tão fantástico e mágico capaz de te livrar de todos os teus problemas, nem que seja por 90 minutos sequer; que une pessoas de diversas raças, sexos e religiões. E isso é algo incrível. E por acreditar que é importante falar sobre esse esporte que tá intríseco na vida dos brasileiros e que ajuda a constituir a nossa história que eu te convido à dar um passeio de Norte à Sul, de Leste à Oeste todo mundo mexe, todo mundo mexe para conhecer seis estádios de futebol espalhados pelo nosso Brasilzão.

Vamos começar pelo Sul, região conhecida por jogar um futebol diferente, porque os dois maiores times de lá, o Internacional e o Grêmio, são os chamados times copeiros (aqueles que jogam no tudo ou nada). E como o Inter já ganhou todos os campeonatos possíveis e mais alguns em Marte, vou começar por ele.

Beira-Rio

Esse é o Estádio José Pinheiro Borda, mais conhecido como Gigante da Beira-Rio que tem capacidade para receber mais de 48 mil pessoas. O nome oficial do local é uma homenagem ao português e torcedor colorado, que comandou sua construção. Já o apelido carinhoso se deve ao fato de que o estádio fica localizado às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Eu acho que uma das coisas mais legais do Beira-Rio é que ele foi construído pelos torcedores, literalmente. Grande parte da estrutura do local foi feita a partir do dinheiro e material de construção doado pelos próprios colorados. Sucessor do Estádio dos Eucaliptos, o primeiro jogo que o Beira-Rio recebeu foi um amistoso entre Inter e Benfica de Portugal. A partida aconteceu no dia 6 de abril de 1969 e terminou em 2×1 para o Internacional.

Saindo do Sul do Brasil, vamos fazer uma parada no Sudeste para conhecer o maior e mais famoso estádio brazuca, o ilustre Maraca…

Maracanã

Sabe aquelas listas de coisas que a gente diz que tem que fazer antes de morrer? Pois é, na minha tá assistir à um Fla x Flu no Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã. Porque pra mim esse é o segundo templo do futebol mais bonito do mundo inteirinho.

Essa belezura fica no Rio de Janeiro e foi inaugurado em 1950, mesmo ano em que o Brasil recebeu uma Copa do Mundo, mas nem vamos entrar nesse assunto porque só de lembrar daquela final entre Brasil x Uruguai escorre um suor pelos meus olhos. Bem, com o passar do tempo, além dos jogos e as inúmeras e importantíssimas decisões de campeonato, o local virou espaço multiuso e hoje recebe espetáculos e jogos de outras modalidades. Após umas e outras reformas, atualmente o Maraca pode receber um público superior à 73 mil e é o maior estádio do Brasil. Ele vai receber a grande final da Copa de 2014.

Agora em Sampa, ainda no sudeste, vamos conhecer a casa do rei Pelé, a Vila Belmiro.

Vila Belmiro

Esse é o Estádio Urbano Caldeira, ou Vila Belmiro. Lugar onde inúmeros talentos como Neymar, Paulo Henrique Ganso, Robinho e Diego brotaram. Lugar que antes de ser conhecido como a casa dos Meninos da Vila presenciou o rei do futebol brasileiro, o seu Edson Arantes do Nascimento, fazer lances inacreditáveis e consagrar o futebol do nosso país como futebol arte. Fundado em 1916, o estádio do Santos FC fica localizado na Baixada Santista, em Santos, litoral de São Paulo. E apesar de nem ser tão grande assim já que a sua capacidade chega à quase 18 mil torcedores como o Morumbi, não podia deixar de falar da casa do Rei Pelé.

Depois desse rápido pit stop em São Paulo, desembarcamos em Brasília para conhecer o maior estádio da região Centro-Oeste, o Mané Garrincha.

Mané Garrincha

Assim como o Rei Pelé também tem um estádio em seu nome, outro grande ídolo do futebol brasileiro também foi homenageado e dá nome à esse templo localizado no Distrito Federal. Esse “pequenino” aí da foto é o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, também conhecido como Estádio Nacional Mané Garrincha, Estádio Nacional de Brasília, Arena Mané Garrincha ou simplesmente Mané Garrincha. O estádio é uma das estruturas que compõem o Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, que também é composto pelo Ginásio de Esportes Nilson Nelson e o Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet, dentre outros.

O local foi inaugurado em 1974, e recentemente passou por uma grande reforma, pois é um dos estádios sede da Copa e sua capacidade atual passou a ser de 72.788 pessoas. O que fez do Mané Garrincha o segundo maior estádio do Brasil e um dos maiores da América.

Bora pro Nordeste?

Ilha do Retiro

O estádio aí de cima é o Aldemar da Costa Carvalho, ou simplesmente Ilha do Retiro. Um dos locais mais bonitos de ver, não por questão de estrutura, e sim porque a torcida do time da casa, a do Sport, é uma das mais apaixonadas e apaixonantes que eu conheço.

Localizado no bairro da Ilha do Retiro, cidade do Recife, em Pernambuco, a arena foi inaugurada no dia 4 de julho de 1937, num amistoso entre Sport e Santa Cruz, com vitória do clube rubro-negro pelo placar de 6×5. E desde então é palco de uma demonstração semanal de amor incondicional pelos rubronegros do Sport, independente da série que eles disputam no campeonato.

Atualmente, a Ilha tem capacidade máxima para abrigar 35.000 pessoas, mas o maior público registrado no Caldeirão foi na final do Pernambucano de 1998, Sport 2×0 Porto, sob a presença de 56.875 torcedores. Uma curiosidade é que o estádio foi o primeiro e único até junho desse ano, pelo menos estádio do Norte-Nordeste, sede de uma partida de Copa do Mundo. O jogo foi Chile 5×2 Estados Unidos, realizado na Copa de 50.

Mangueirão

A nossa última parada não poderia ser outra, ora essa. Essa coisa linda e cheia de graça é o Mangueirão apelido dado pelo cronista esportivo Moacir Calandrini, quer dizer, oficialmente é o Estádio Estadual Jornalista Edgar Proença. A casa que há tanto tempo abriga o clássico que foi disputado por mais vezes no mundo. O lugar onde a maioria dos paraenses já viveu os seus melhores e piores dias. Um lugar pra chamar de segunda casa, um templo desfrutado pelas torcidas de Remo e Paysandu.

O estádio, localizado em Belém, foi feito porque o então governador do Pará, Alacid Nunes, tinha o desejo de criar uma praça de esportes com capacidade para 120 mil pessoas. E em 1969, o projeto assinado pelo arquiteto Alcyr Meira começou a ganhar vida. Mas ele só ganhou corpo mesmo dois anos depois, sendo concluído só nove anos mais tarde. E lá em 1978, foi batizado como Alcid Nunes, e tinha capacidade para 70 mil pessoas.

Em 2000, o Mangueirão passou por dois anos intensos de reformas e foi reinaugurado em 5 de Maio de 2002, com um empate em 2×2 entre Paysandu e Remo. Depois da reforma o nome oficial do Mangueirão passou a ser o atual. Uma das coisas que mais nos orgulha é que o Mangueirão é dono do maior público da América Latina no GP Caixa de Atletismo (42.640 pessoas). Atualmente, o Mangueirão tem capacidade para 45.007 espectadores.

GP de Atletismo no Mangueirão

Gostaram do passeio? Não deu pra falar de todo mundo, ficaram faltando gigantes como Morumbi, Mineirão, Fonte Nova entre tantos outros, mas não foi nada fácil escolher um tema para falar sobre o Brasil e ainda mais no meu post de despedida d’O Bagageiro. Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu gostei de fazer. A gente se vê por aí.

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