A bela arte rudimentar de William Kentridge

Último Pra Ver da África do Sul. Sim, é triste, mas O Bagageiro vai finalizar essa editoria em grande estilo. Hoje tu vais conhecer um artista sul-africano que tem um trabalho muito legal envolvendo desenho e animação, mas de um jeito diferente. Então senhoras e senhores, eu vos apresento William Kentridge.

William nasceu em Joanesburgo em 1955 e foi por lá que estudou arte. Mas ele começou estudando pintura, só vindo a descobrir que o desenho podia ser a sua forma de expressar a própria arte algum tempo depois. Seus pais eram famosos advogados defensores de vítimas do sistema apartheid, o que inclusive influenciou bastante os futuros trabalhos de William.

Foto: IMS

Foto: IMS-RJ

Mas então deixa eu te explicar porque o trabalho dele é “diferente”. Kentridge faz os seus desenhos e animações de forma bem rudimentar. Nada de muita tecnologia envolvida. Segundo ele, o trabalho é feito com materiais e técnicas simples (como jornais, carvão, giz etc) como forma de mostrar ao observador que é possível fazer muito com pouca coisa.

Desenho para o filme 'Stereoscope'.

Desenho para o filme ‘Stereoscope’.

O sucesso mundial veio quando William lançou o 9 Drawings For Projection em 1989, uma série de curtas animados, acompanhada de 23 esquetes que, quando examinados juntos, possuíam uma ligação e falavam sobre o processo de criação da arte.

Ele veio ao Brasil entre outubro de 2012 e novembro de 2013 com a sua exposição Fortuna, que passou por São Paulo, Rio e Porto Alegre. A exposição contou com diversas obras além de pinturas e animações, como esculturas e gravuras, produzidas entre 1989 e 2012, além de algumas inéditas. (Aliás, a exposição do moço bateu recorde de público no Instituto Moreira Sales, no Rio de Janeiro, com ~apenas~ 27 mil visitantes durante o seu período de exibição.)

Inclusive o Instituto Moreira Sales fez um vídeo bem bacana mostrando os bastidores da montagem da exposição e ainda traz uma entrevista muito interessante com o criador das obras, falando um pouco sobre o conceito da exposição e o processo de criação das obras.

Pra quem realmente se interessou pelo William, pode ler a entrevista que ele concedeu à Folha de São Paulo em setembro clicando nesse link aqui. Nas minhas pesquisas também acabei encontrando um documentário, dirigido pelo Alex Gabassi e produzido pela Associação Cultural Videobrasil, sobre a vida e obra do artista. A produção não é tão recente assim (2000), mas é bem legal pra conhecer um pouco da relação do artista com o Brasil, seus trabalhos e o seu alter ego, Felix Teitlebaum. (Infelizmente o documentário tá em inglês e sem legenda, mas se deres conta, vale a pena assistir).

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