Cinemateca da e na Irlanda

E eis que hoje é novamente dia de Pra Ver aqui n’O Bagageiro, e é claro que a gente vai dar continuidade à dobradinha mais ~amada~ da galera. Dessa vez, as Amandas carinhosamente separaram uma listinha de filmes irlandeses e/ou que se passam na Irlanda, especialmente pra vocês. Tá esperando o quê? Aperta os cintos e prepara logo tua pipoca e teu guaraná.

A dica da Pinho: Que na verdade, é a dica da Clarice Laguna. Como boa prima que sou, resolvi atender aos apelos chorosos da mais nova caloura de arquitetura da família, e vim aqui falar sobre o Leap Year (em português, “Quer Casar Comigo?”).

O filme é uma comédia romântica e eu confesso que fiquei meio chocada com o cartaz, assim bem cheio de verde e olhos azuis e cabelos ruivos – mais clichê impossível. Mas antes de eu te contar um pouquinho mais sobre a história, olha só o que a Clarice falou dele:

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O que mais me chamou atenção no filme foram as paisagens e a fotografia do filme. Assisti pela primeira vez em julho, por acaso, na TV. Recomendo porque a história é linda, e o filme é muito bonito e bem feito, e vale à pena pra ver um pouco da Irlanda. Sempre fui meio apaixonada pelo país, o jeito das pessoas e os lugares de lá. Acho um país muito bonito, com um climinha bom. Apesar de conhecer pouco, tudo que eu conheço de lá me agrada.

Tanto quanto o cartaz, o filme não foge muito do conceito de ‘clichê’. Amy Adams (só eu que acho ela o clone da Nicole Kidman?), faz o papel de Anna, americana que namora o cardiologista Jeremy (Adam Scott) há quatro anos, e que não vê a hora de casar. O pai dela, interpretado por John Lightgow (que também faz o pai do Barney em How I Met Your Mother ♥), conta sobre uma tradição irlandesa que diz que as mulheres podem pedir os namorados em casamento, de quatro em quatro anos, no dia 29 de Fevereiro (o leap day).

Anna resolve, então, ir atrás de Jeremy, que já havia partido rumo à terra dos leprechauns por causa de uma conferência médica. Depois de uma turbulência, aeroportos fechados e barcos que dão voltas desnecessárias no país, ela finalmente chega à Dingle (sendo que ela deveria chegar em Cork, joguem no Google Maps, pf). Mas é justamente aí que tudo fica lindo e feliz, porque é lá que ela conhece o lindo-e-bem-cheio-de-sotaque-irlandês, Daclan, interpretado pelo Matthew Goode

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Matthew sendo lindo e provando que clichês são clichês por uma razão.

O filme vale à pena não só pela história, nem pelos olhos azuis dos personagens principais, mas também pelo cenário, pela trilha sonora e, por que não, pela Irlanda. Anna e Declan cruzam a Irlanda numa road trip e vão mostrando alguns pontos turísticos e paisagens naturais belíssimas, como a própria Clarice já tinha falado.

O filme não foi exatamente um sucesso de bilheteria e, pelo que li por aí, ele pode até ser considerado levemente preconceituoso por um ou outro colega irlandês (mais ou menos como se Hollywood resolvesse fazer um filme no Brasil e só falasse de praia e futebol, dando aquela reforçada básica em tudo que é estereótipo).

A crítica do Roger Ebert, pro Chicago Sun-Times, me pareceu uma das mais justas que achei por aqui. Ele pondera o roteiro-repetitivo e interpretação-e-direção-de-qualidade, dizendo que o filme consegue cumprir o seu papel (aqui na íntegra, mas em inglês). Te deixo aqui com o trailer oficial do filme. Tira as tuas próprias conclusões e diz pra gente o que achaste de Leap Year, afinal de contas. 

As dicas da Campelo: As minhas dicas são sobre dois caras muito pops lá na Irlanda: o ator de nacionalidade irlandesa e inglesa, Daniel Day-Lewis; e o diretor irlândes Jim Sheridan. Bem, primeiro vamos falar de um clássico que não poderia de jeito algum ficar de fora desse post: Em Nome do Pai (título original “In the Name of the Father “). Afinal, clássico é clássico.

Em Nome do Pai (1993) é um filme irlandês e britânico de drama, ambientado em 1974 que conta a história de um atentado a bomba do IRA (Irish Republican Army) que mata cinco pessoas num pub de Guilford, próximo à Londres na Inglaterra. Gerry Conlon (interpretado por Daniel Day-Lewis) um jovem rebelde irlandês, e três amigos são acusados pelo crime, presos e condenados. O pai de Gerry, tenta ajudá-lo, mas também é condenado, sorte que ele pede um help para a advogada Gareth Peirce (interpretada pela inglesa Emma Thompson), que passa a investigar as falhas do caso. O filme é dirigido por Jim Sheridan e foi baseado no livro autobiográfico Proved Innocent, do verdadeiro Gerry Conlon.

O filme teve uma boa recepção e faturou alguns prêmios como: Festival de Berlim (1994) onde recebeu o Urso de Ouro; Prêmio David di Donatello (1994) na categoria de Melhor Filme (estrangeiro); Prêmio KCFCC (1994) de Melhor Atriz (coadjuvante/secundária) para Emma Thompson; Prêmio BSFC (Boston Society of Film Critics Awards) de 1993, na categoria de Melhor Ator com Daniel Day-Lewis.

Curiosidade: Existe um curta metragem brasileiro homônimo, de 2002, que retrata a história de uma família que é aparentemente feliz, mas a mãe descobre que o pai abusa sexualmente do filho mais velho.

Voltando ao original, confere aí o trailer e se tiveres vontade assiste ao filme pra saber se os prêmios foram realmente merecidos xD

Partimos agora para aquela que é considerada a obra prima do Sheridan: Meu Pé Esquerdo (título original My Left Foot).

O filme é um pouco mais velho do que Em Nome do Pai, foi lançado em 1989, e conta a história de Christy Brown (interpretado por Daniel Day-Lewis), escritor e artista plástico irlandês que enfrentou dificuldades por ter paralisia cerebral e teve que lutar para conseguir conquistar o reconhecimento de sua família, do público e dos críticos. Desacreditado por todos, que o consideravam um “vegetal”, Christy consegue provar o seu talento e acaba se tornando um artista renomado utilizando apenas o pé esquerdo para fazer os seus trabalhos.

Como eu falei lá em cima, essa é considerada a obra prima do Sheridan, que é um dos bam bam bans do cinema europeu, então é claro que ela foi muito premiada, né? Em 1990 conquistou os seguintes troféus: Oscar nas categorias de melhor ator principal (Daniel Day-Lewis) e melhor atriz coadjuvante (Brenda Fricker); BAFTA nas categorias de melhor ator (Daniel Day-Lewis) e melhor ator coadjuvante (Ray McAnally); Prêmio David di Donatello de melhor filme estrangeiro; Independent Spirit Awards de melhor filme.

E aí, gostaram do nosso Top 3 de filmes relacionados à Irlanda? Conheces outro que deixamos de fora, mas que tu adoras? Então comenta aí que a dica fica pros nossos mochileiros! Nós voltamos na terça-feira com mais um #PraVer Campelo feat. Pinho aqui n’O bagageiro!

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Um pensamento sobre “Cinemateca da e na Irlanda

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