Última parada: Canadá

Essa semana, eu fiquei com a música do Super Patos na cabeça cabeça. Eu lembro que passava na Tv Cruj e que eu era louca por esse desenho animado, tanto que eu queria aprender a andar de patins no gelo só pra ser que nem os jogadores de hóquei. Não, os Super Patos não são canadenses, são americanos, mas como falamos do sucesso do hóquei lá no Canadá, a minha maior referência desse esporte eram os patos alienígenas.

Super Patos

Deixando o esporte de lado, porque sou uma pessoa sedentária , hoje, um casal de viajantes super experientes (o Ricardo Minotto e a Denize Balmberg) vão nos guiar pelas terras tão tão distantes do Canadá e nos fazer sentir um pouco dos ares de lá.

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Estivemos por três vezes no Canadá, a primeira em Vancouver, um tanto rápida, pois foi apenas por um dia, enquanto nosso cruzeiro não partisse rumo ao Alasca. A segunda vez fomos a Toronto e a última optamos por Montreal e Quebec. Gostamos de nos preparar para as viagens, dessa forma procuramos nos informar acerca dos principais locais e atrações, bem como clima e meios de transporte do local com certa antecedência. Também além de ir aos pontos de interesse geral, também curtimos fugir um pouco do “clichê”, do óbvio. Por isso, sempre entram em nossos roteiros muita caminhada, visita a parques e a mercados públicos e até mesmo supermercados. Bom,  agora uma pequena síntese de cada lugar.

 Vancouver – Colúmbia Britânica 

Como falamos, ficamos em Vancouver por pouco tempo por isso nossas impressões são limitadas e se resumem praticamente aos arredores do Hotel Patricia (403, East Hastings Street), onde ficamos hospedados, muito próximo de Chinatown e do Porto. O hotel é para aqueles que optam apenas por economia, nosso caso, já que ficaríamos apenas por uma noite, além do que era o mais próximo do porto, onde embarcaríamos no cruzeiro, no dia seguinte . Ele fica localizado na periferia do centro da cidade e em uma rua conhecida por abrigar muitos “homeless”, o que não sabíamos e que dá uma sensação de certa insegurança, ainda mais quando vimos  que as vitrines, janelas e portas do comércio eram fechadas com correntes e cadeados a noite. Todavia, não fomos molestados por ninguém. Esse fato nos surpreendeu, afinal de contas achávamos que essas coisas não existissem por lá.  Nos chamou também atenção, uma enorme fila formada por esses “homeless” nesta mesma avenida ao entardecer. Ficamos sabendo então, que eles coletam latinhas descartadas e cuidam de cães e, com isso, recebem ajuda do governo, uma espécie de diária. E era isso que buscavam lá.

Caminhando por esse entorno limitado, encontramos a Water Street, uma rua muito charmosa, que exibe lâmpadas a gás e pavimentação de pedra com lojinhas e cafeterias e logo adiante o ponto mais alto: o relógio à vapor! Construído na década de 1870, ele toca a cada 15 minutos.relógio a vapor

Outro lugar que vale a pena é o Canadá Place, um pavilhão construído para a Expo 86,  que além de vidros, traz varias velas brancas agregadas à arquitetura. Situada à beira da água, abriga em seu interior um hotel, dois centros de convenções e um terminal de navios-cruzeiro.

Toronto – Ontário

Uma cidade muito dinâmica e cosmopolita onde vivem mais de 4 milhões de descendentes de várias etnias, talvez por isso tenha sido o lugar que mais encontramos orientais, porém é bom saber que mais de 500 mil italianos também foram recebidos por lá,  após a 2a Grande Guerra. Essa variedade também se vê refletida nos hábitos, costumes, cultura e gastronomia locais. Toronto é ainda o centro financeiro e comercial do país. Lá é o lugar da diversidade mesmo, desde a arquitetura onde a moderna está ao lado da antiga, até mesmo as pessoas, gente de toda raça, graça, cor, religião. Esportistas, artistas, punks e engravatados,  todos convivendo com harmonia e equilíbrio.

Como gostamos de caminhar, podemos sentir como funciona a cidade, ver o transporte público em atividade, ver “as gentes”, enfim sentir a cidade. Ficamos no Bond Place Hotel Toronto (65 Dundas Street East ), um hotel muito bom, que atendeu nossas expectativas e muito bem localizado praticamente em frente à Yonge Dundas Square, a Time Square de Toronto. Aproveitamos também para conhecer Niagara Falls, um lugar belíssimo que vale a pena, principalmente se for fazer, como nós, o Made of the Mist, um passeio que o barco te leva quase cara a cara com as quedas d’água. Fomos e voltamos de trem, uma viagem muito interessante de cerca de 2/3h de duração.

Que tal se molhar um pouquinho?

Que tal se molhar um pouquinho?

O casal 20 nas Cataratas do Niágara

Alguns pontos de interesse:

– Eaton Centre (esse “r” tá no lugar certo mesmo), ficava a menos de 200m do hotel. Além de ser um enorme e bonito shopping center, é considerado um dos maiores pontos de referência da cidade. Segundo seu slogan, lá é possível achar qualquer artigo vendido no mundo (será mesmo? Sei não…). Nele encontramos de fato muitas lojas (são 230 lojas!) e de variadas especialidades bem como uma gastronomia (na Praça de Alimentação) bem diversificada, com a predominância das cozinhas orientais. Há uma belíssima instalação de esculturas suspensas de gansos migratórios que sobrevoam o hall central que vale a pena ser vista e fotografada.

Instalação de

Instalação dos gansos migratórios.

– As Prefeituras de Toronto, sim há duas, uma nova, constituída de um moderno conjunto arquitetônico  e outra velha, um estiloso e elegante edifício do séc. XIX, que funcionam lado a lado e que contrastam harmoniosamente e encantam a paisagem. A Plaza da prefeitura nova é utilizada como ringue de patinação no inverno.

Saint Lawrence Market, uma espécie de Mercado Público, com bancas de frutas, carnes, peixes, frutos do mar, queijos, vinhos e todos os tipos de legumes da região. Ainda possui restaurantes simples e deliciosos onde pudemos apreciar o delicioso e famoso sanduíche de salmão!!!

St. Lawrence Market

St. Lawrence Market

Parece delicioso esse sanduba de salmão, né?

Parece delicioso esse sanduba de salmão, né?

–  Brookfield Place  e sua estrutura de metal e vidro gigantesca, maravilhosa, projetada por um dos meus arquitetos queridinhos, Santiago Calatrava!

Royal Ontario Museum ou ROM, que só por sua fachada já vale a pena! Um edifício inicialmente neoclássico, que ao longo dos anos veio sofrendo várias reformas. Passando pelo estilo Art Deco e em 2002 teve a mais radical de todas, do arq. Daniel Libeskind, que nos remete a cristais saindo de rochas. Dentro do museu há 40 salas com um acervo de cerca de 6 milhões de peças.

Denize charlando no Canadá.

Denize charlando no Canadá.

– Interessante também são os “underground”, galerias subterrâneas no centro da cidade que ligam a maioria dos principais prédios, tendo lojas e serviços, usadas principalmente no inverno que é muito rigoroso e longo por lá.

Montreal – Quebec

A cidade foi fundada por religiosos católicos franceses em 1642, sendo hoje a segunda maior cidade de Canadá e adota o francês como primeira língua. Montreal mistura com excelência o modo de vida europeu, o norte americano e o latino. É reconhecida pela Unesco como a Cidade do Design e é lá que acontece o famoso Festival de Jazz.

Nos hospedamos em dois hotéis: antes de ir a Quebec,  ficamos no L’Appartement, em Downtown (455, Sherbrooke West), perto de tudo, um hotel simples mas muito bom, com café da manha e mini-cozinha no quarto. Depois na volta, ficamos no Saint Paul (355 McGill ) Old Montreal, de estilo urban chic, mas para nós meio esquisito, localizado num dos lugares mais badalados da cidade, com edifícios antigos de pedra do séc. 18, que hoje abrigam restaurantes, bistrôs e boutiques de moda, que nos lembram as grandes cidades europeias.

Fomos no outono e por isso pudemos apreciar as árvores, plátanos na sua maioria, que nos brindavam com copas multicoloridas, fenômeno que acontece antes que todas as suas folhas caiam com a chegada do inverno. Caminhamos muito por suas ruas que ora se pareciam ruazinhas de interior, tranquilas, silenciosas, folhas caídas pelas calçadas, crianças andando de bicicleta, cachorros, ora nos deparávamos com altíssimos e envidraçados arranha-céus, instalações e fachadas pra lá de descoladas. Tudo por lá reflete essa mistura (assim como Toronto).

As cores do outono

O tom do outono.

As cores do outono.

Pra quem gosta, como nós, de baguel, aquele pãozinho delicioso em formato de rosca, Montreal segundo se fala, tem o mais saboroso do mundo e podemos, com certeza, comprovar! Inclusive lá ele é uma das comidas mais famosas ou típicas junto ao poutine canadense, um prato de batatas fritas cobertas de cheddar e molho de carne, que comemos, mas não fez nossa cabeça.

Um lugar que fez, sim, nossa cabeça foi o Parc Mont-Royal, situado numa elevação de 234m, de mesmo nome e que inspirou o  nome dado à cidade (Mont Royal = Montreal). O parque que foi idealizado pelo mesmo criador do Central Parque de Nova York conta com centenas de trilhas, lagos e mirantes de onde do alto se tem uma vista maravilhosa de toda a cidade. No verão é usado para piqueniques, esportes e relax e no inverno o Lago dos Castores se transforma em ringue de patinação. Há uma floresta bem interessante cheia de pássaros, esquilos, rochas e vegetação nativa e abundante. Vale a pena!

Andamos pela Saint Laurent Boulevard, para encontrar o Schwartz’s, uma lanchonete muito simples, que virou um marco na cidade pelos sanduiches de carne defumada, que obviamente experimentamos e gostamos. Fundada em 1928 por Reuben Schwartz, um imigrante romeno de origem judaica, ela é a mais antiga deli do Canadá. Pelos seus balcões simples já passaram Celine Dion, Angelina Jolie, Halle Berry e integrantes dos Rolling Stones. Claro que antes de encontrar a lanchonete, nos divertimos vendo vitrines de lojinhas, livrarias e cafeterias e teatros da rua que permanece hoje como uma divisão simbólica entre as comunidades anglófona e bilingue (a oeste), e francófona a leste. Porém esta divisão praticamente não existe, pessoas de todos os grupos linguísticos habitam os dois lados, mesmo que os principais bairros anglófonos estejam situados a oeste.

O “skyline” noturno de Montreal é belíssimo, contando com as luzes dos arranha-céus e tendo o Rio São Laurent e o Mont-Royal emoldurando tudo isso.

Skyline

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O Ricardo e a Denize disseram que irão contar sobre a viagem pra Québec em uma outra oportunidade, porque são muitas coisas e detalhes.

E aí, deu pra sentir como são as coisas lá pelo Canadá? Então, conta pra gente o que tu tás morrendo de vontade conhecer ou que país estás querendo que a gente te conte mais. O Pra sentir de hoje fica por aqui, mas no próximo sábado tem mais neste mesmo baglocal, neste mesmo baghorário. 

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