Scott Pilgrim: pra ler, pra ver, pra ouvir e pra curtir

Uma história sobre um mocinho que é apaixonado por uma mocinha e combate vilões para ficar com ela. Mais uma publicação qualquer nas prateleiras, certo? Não mesmo! Scott Pilgrim derruba todas as suas expectativas em uma única página. Para justificar o quanto é legal eu poderia apenas dizer que é uma série de graphic novels o que já é motivo suficiente,vamos combinar, mas aí vem o enredo como um belo “Finish him!”. Scott  é um cara de 23 anos preguiçoso e (diz que) baixista da banda independente Sex Bob-Omb. Tinha uma vida bem comum, morando com seu colega de quarto gay, Wallace, aguentando a irmã mais nova e a namorada (estudante de ensino médio) Knives, e ensaiando com sua banda. Até a chegada da americana Ramona Flowers, por quem Scott se apaixona perdidamente. Tudo ok, não fossem os sete ex-namorados do mal da moça que estão dispostos a destruir essa relação. Tudo isso tendo como cenário…(adivinha?!) a cidade de Toronto, no Canadá. Que os jogos comecem (não, não esses jogos que você está pensando)!

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A série de seis edições é uma criação do canadense Bryan Lee O’Malley e foi publicada pela primeira vez pela Oni Press, entre os anos de 2004 a 2010. A primeira inspiração do autor para criar a saga partiu da música “Scott Pilgrim” da banda (também canadense) Plumtree, especialmente do verso “I’ve liked you for a thousand years” (google translate+Mariana dizem: eu gostei de você por mil anos). Os traços do quadrinho também contam muitos sobre as referências de O’Malley, que buscou sempre um meio termo entre os quadrinhos americanos e os mangás japoneses. As referências ao estilo shonen de mangá, que é direcionado pro público jovem e muitas vezes possui elementos de ação e comédia na história, são bem perceptíveis em Scott Pilgrim.

Mas o maior diferencial das graphic novels provavelmente são os recursos extras que O’Malley usa para fazer o leitor mergulhar no ambiente dos personagens. A história tem referências claras ao mundo dos games, mas isso não é tudo. Por exemplo, Scott faz parte de uma banda, certo? Então porque não acrescentar as cifras das músicas que estão sendo tocadas na cena? Ou que tal uma pequena receita enquanto os personagens tem um diálogo na cozinha? São essas formas de pensar fora da caixa que tornam Scott Pilgrim uma experiência bem completa. Tá bom pra você? Não? E se eu te disser que algumas edições contam ainda com bônus, onde o autor convida outros amigos quadrinistas para retratar a história de Scott e outros personagens da série. É realmente uma explosão de talento para poucas páginas.

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O guitarrista do Sex Bob-Omb, Stephen Stills, ensina aos leitores uma receita para “impressionar seus parentes veganos”

(Você pode conferir aqui o site oficial da série para ter acesso a outros conteúdos, como edições especiais da série totalmente grátis, e ainda acessar aqui o site de Bryan O’Malley para conferir outras produções do autor)

Te cuida, Ramona

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Não demorou muito para o mundo ficar in lesbians love com Scott Pilgrim. A história de um garoto qualquer, que não é super herói mas está disposto a lutar com sete ex-namorados para ficar com a garota? Por favor, isso tem que ganhar projeção! Que assim seja. O game (disponível em 8bit ou 16bit, porque né) veio primeiro, em 2009, quase numa reação orgânica ao universo meio real, meio virtual da história. E em 2010 saiu a adaptação para o cinema, dirigida por Edgar Wright, e tendo o canadense Michael Cera como Scott, além de participações de outros queridinhos do cinema atual como Anna Kendrick e Chris Evans. Sucesso de crítica e alguns prêmios pra agregar valor ao camarote, mas a principal conquista foi a segunda leva de uma legião de fãs tipo eu que correram às lojas para comprar a coleção. Assim como a graphic novel, o filme também traz elementos a mais, como efeitos de hq e games, para ajudar. Destaque para a trilha sonora composta por figurões da música alternativa como o produtor do Radiohead, Nigel Godrich, e a banda Broken Social Scene, vale a pena conferir:

Sex Bob-Omb – “We are Sex Bob-Omb”

Sex Bob-Omb – “Threshold”

The Clash at Demonhead (banda famosa da história) – “Black Sheep”

(Nesse site você pode conferir vídeos inéditos da produção do filme Scott Pilgrim vs. The World)

Além de edições extra, filme, game, ainda rolou no canal Adult Swim (programação noturna do mesmo canal Cartoon Network) a exibição de animações especiais dos trechos da graphic novel que tratam da relação entre Scott e Kim Pine, a baterista do Sex Bob-Omb, durante o ensino médio. A animação foi dublada por Michael Cera e Alisson Pill, que interpretaram os personagens no filme!

Me inspirei no Bryan O’Malley e também trouxe bônus

Scott Pilgrim é simbolo da literatura canadense pra muita gente. Não é a toa que a galera já se ligou nas referências.

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@NewTepes usando suas habilidades paranormais para adivinhar a pauta

O Pra Sentir foi ontem, mas a gente decidiu contar com o depoimento do Newton Corrêa pra mostrar por que vale a pena conferir Scott Pilgrim. E o menino é talentoso nessa tarefa, olha só:

Scott Pilgrim é uma história mais real do que tu imaginas. Apesar de toda fantasia e referências gráficas e narrativas aos vídeo-games, quem nunca teve problemas com ex-namorados? Tudo bem que nenhum desses exs deviam ter super-poderes, mas a chatice é tão incomoda quando ter que lutar com alguém que invoca garotas demônios. Scott é meio desastrado, medroso e não tem músculos, mas morre de amor pela Ramona Flowers e isso o dá forças suficiente pra encarrar os sete super ex-namorados da moça. Sim, o amor é lindo e poderoso também. O filme, apesar do grande teor de comédia, traz uma singela reflexão sobre os sentimentos humanos e isso foi o que me fez gostar tanto da história.

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E aí? Não deu mais vontade? Então corre e confere tudo que já está por aí pra conhecer mais sobre esse mocinho surpreendente chamado Scott. Ah, e assim como o Newton, você também pode contribuir com O Bagageiro, afinal a gente tá aqui num bate-papo, né? Não deixa de dar opinião e conferir o post da próxima semana que vai ter mais coisa legal pra ler por aqui.

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Um pensamento sobre “Scott Pilgrim: pra ler, pra ver, pra ouvir e pra curtir

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