Canada: Winter is coming!

E a nossa primeira semana em solos canadenses começou bombando, né? Robin Sparkles que o diga! E os looks de inverno? Parece que todo mundo fica mais elegante ~rhyco e phyno~ com roupas de frio. Mas, agora, que tal nós aparatarmos no Canadá e sentirmos que o inverno está chegando?

No Pra sentir de hoje, nós vamos experimentar um pouco das mais diversas paisagens do país dessa semana. O responsável por nos conduzir até o gigante gentil é nosso mochileiro Uriel Pinho, que está morando lá por um ano.

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Se o lar é o lugar onde se convive com pessoas especiais e se constrói o seu porto seguro, seu ponto de partida pro mundo, posso dizer que Halifax, no Canadá, é o meu segundo lar no mundo. A cidade não é muito grande, mas é agitada e multicultural. Desde que cheguei ao Canadá, em Janeiro de 2013, a cidade já me apresentou a amigos do mundo todo.

Está é Halifax

Um pouco de Halifax.

No verão passado, junto com 6 desses amigos (que passaram a ser os mais especiais), Halifax foi meu ponto de partida pra conhecer as províncias do Quebec e do Ontário e a ainda a fascinante ilha de Cape Breton. Nos saímos de Halifax pela manhã, de carro, e de noite já estávamos no Quebec, depois de passar pela província de New Brunswick.

Foi uma grande surpresa: tudo em francês! Quer dizer, eu sabia que o Canadá é oficialmente um país bilíngue e o Quebec é a única província francesa. Mas na minha cabeça besta, o francês deles era um inglês com sotaque francês, adicionando um ou outro mon cher aqui e ali. Que nem o italiano que se fala nas novelas da globo. Ou que nem o inglês do Gambit, dos X-Men (um dos primeiros canadenses que conheci na infância <3).

Mas, descobri que na verdade podem existir Quebecois (nativos do Quebec) que nascem e morrem sem falar inglês fluentemente. Na primeira cidade que paramos na província do Quebec, chamada Rièviere-du-Loup, eu pude fingir que sou troglodita poliglota e perguntar (a la Gambit, ou Thiago Lacerda em Terra Nostra) pra dona de uma pizzaria como se dizia “até logo” em francês.

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Le Uriel puxando o ar e vocalizando um dos seus orgulhos de conhecimento em francês:

comment ça se dit “see you later” en français?

A dona da pizzaria (um amor), sem rir de mim, responde:

—   plus tard.

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Depois de visitar algumas cidades do Quebec, chegamos na capital do Canadá, Ottawa, que fica na província anglófona do Ontário. Em cidades como Ottawa, podemos ver séculos dessas disputas políticas e complexidades antropológicas entre anglófonos e francofonos materializadas em um pedido no McDonalds. O atendente provavelmente dirá “Hi, Bounjour!” Se a resposta for “Hi”, ele ou ela continuará em inglês. Se for “Bounjour”, você pede o seu Quarteirão em francês (que se chama Quart de Livre, e não Royale With Cheese rs). A própria escolha de Ottawa pra ser capital do Canadá foi uma jogada esperta da rainha Vitória do Reino Unido, pra evitar briga entre francófonos e anglófonos, lá em 1857: Ottawa fica no Ontário, mas na fronteira com o Quebec.

Parlamento Canadense em Ottawa.

Uriel causando no parlamento, em Ottawa.

Por dentro do parlamento.

No longo caminho de volta de Ottawa, eu visitei a ilha de Cape Breton, que fica no norte da Nova Scotia e é um exemplo dos ambientes naturais violentamente encantadores do Canadá. Em Cape Breton está localizada Cabot Trail, uma das estradas mais panorâmicas do mundo. As pessoas vão pra lá ver os penhascos, baleias, alces e coiotes. Eu voltei de lá depois de ver um alce e uma das paisagens mais incríveis da minha vida. O lugar exato se chamava skyline trail. Eu simplesmente não imaginava que um abismo pudesse se abrir daquela maneira. Era como se eu não tivesse olhos suficientes pra enxergar tudo aquilo, o céu se misturando com o mar a uma distância inimaginável. E eu nem tinha bebido nada

.

Viajando por apenas essas três províncias do Canadá, Quebec, Ontário e minha querida Nova Scotia (sem contar New Brunswick, por onde passei rapidinho), eu pude ver o quanto um país é uma construção complexa demais pra minha cabeça entender. O gigante Canadá passou a ser pra mim muito mais do que o Gambit, a Avril Lavigne, a Alanis Morissete ou o Justin Bieber. O que é totalmente excelente e surpreendente.

Pra além do francês e dos precipícios à beira do mar, o Canadá também me surpreende pela maneira como as pessoas são valorizadas. Aqui as relações de trabalho parecem ser sempre pautadas pelo bem-estar, por exemplo. Todos os professores, chefes e funcionários diversos que encontrei eram geralmente pessoas muito gentis, sempre observando e tentando descobrir o seu tempo pra se relacionar com você da melhor maneira possível. O estereótipo do canadense que se desculpa por tudo e é exageradamente educado pode ser verdade em muitos casos.

A diversidade cultural do Canadá também é uma realidade maravilhosa. Aqui eu conheci pessoas da China, do Japão, da Costa do Marfim, da Alemanha e de vários outros lugares, incluindo o Brasil. Agora tenho grandes amigos no Recife, em São Paulo, em Fortaleza, em Joinville, em Foz do Iguaçú, em Bocaiúva, em Ouro Branco…

Halifax e o Canadá abriram meus olhos pro mundo e pro meu próprio país.

No momento em que escrevo esse texto, já estou com passagens marcadas de volta, pra minha casa amada, Belém do Pará. Meu primeiro porto seguro e ponto de partida pro mundo. Não sei quando nem se um dia eu vou voltar pro Canadá. Apesar disso, eu sinto que minha partida depois de um ano vivendo aqui é só “um até logo, seguido de um “plus tard.”           

E também um “see you later.

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– Prepara o táxi que eu tô indo pro Canadá agora!

E aí, não deu vontade louca de arrumar todas as coisas, fugir e poder olhar tudo isso ao vivo? Não sei se todo mundo sentiu a mesma coisa, mas as paisagens trazem tanta paz e tranquilidade. TÃO Canadá. rs

E aqui ficam mais algumas fotos pra sonhar como é por lá.

Cabot trail, em Cape Breton 2

Cabot Trail em Cape Breton 3

Cabot trail, em Cape Breton

Coloquio Amazonia - Canada de assuntos indigenas em Ottawa

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4 pensamentos sobre “Canada: Winter is coming!

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